articleshow
Inteligência Artificial

Nvidia oficializa Vera Rubin e declara a era da Physical AI na CES 2026

Na abertura da CES em Las Vegas, a companhia apresentou a arquitetura Vera Rubin, a plataforma Rubin e uma família de modelos para veículos — movimento que reposiciona a empresa para a integração entre software, sensores e hardware dedicado.

4 min de leitura
4.136 views
Por Sandoval Almeida
Compartilhar:

Na abertura da CES 2026, em Las Vegas, a Nvidia oficializou a arquitetura Vera Rubin em um discurso de palco que marcou o anúncio como o início da chamada era da "Physical AI". O evento — realizado durante a programação principal da feira tecnológica, com o CEO Jensen Huang liderando a apresentação — teve como destaque a apresentação da plataforma Rubin e do rack de infraestrutura NVL72, além da família de modelos Alpamayo voltada para direção autônoma. A companha posicionou a iniciativa como um movimento para conectar algoritmos avançados, aceleração por silício e sistemas físicos — passando de uma era centrada apenas em modelos de linguagem para aplicações que tomam decisões no mundo real. A formalização da estratégia em Las Vegas transforma a CES em palco não só para novos produtos, mas para a narrativa estratégica da companhia sobre como Inteligência Artificial será integrada ao espaço físico nos próximos anos.

nvidia-rubin-platform mid

Do ponto de vista técnico, a arquitetura Vera Rubin foi apresentada como um conjunto integrado de recursos: uma nova geração de chips (descrita como um portfolio de múltiplos processadores) e um sistema de rack denominado NVL72, desenhado para cargas de inferência em larga escala e soluções de data center otimizadas para modelos de uso em produção. A tecnologia anuncia um redesenho da pilha, que combina aceleração por silício com plataformas de software e recursos de armazenamento e computação confidencial, com ênfase na redução do custo operacional por sessão de inferência. A Nvidia posicionou a Rubin como sucessora do ciclo Blackwell, trazendo ganhos substanciais de eficiência na inferência e na arquitetura de entrega — reivindicações de desempenho e custo que incluem, nas comunicações públicas, proporções elevadas de melhoria frente à geração anterior. Além do hardware, a plataforma Rubin incorpora ferramentas e frameworks para orquestração de modelos em cenários físicos, buscando reduzir o atrito entre protótipo e implantação em robótica, veículos e dispositivos conectados. A apresentação técnica também trouxe referência a um supercomputador de referência baseado na arquitetura Rubin e a um roadmap de produtos que materializam conceitos de NPU e aceleradores especializados para cargas de raciocínio e controle em tempo real.

nvidia-alpamayo mid

O escopo do lançamento abrange um ecossistema que vai além do silício: a Nvidia combinou a arquitetura Rubin com a família de modelos Alpamayo para direção autônoma e anunciou colaborações para integrar o software a veículos de fabricantes globais. No mesmo ciclo de anúncios, houve menção a parcerias e movimentos de mercado que estendem a estratégia para players de hardware e nuvem, ampliando a cadeia de valor do que a empresa denomina "Physical AI". Operadores e fornecedores de infraestruturas de data center devem receber o NVL72 como referência para serviços de inferência, enquanto montadoras e integradores de sistemas veiculares terão à disposição modelos preparados para implantação. A reação do mercado e de analistas reforçou a leitura de consolidação: firmas de análise e bancos de investimento destacaram a Nvidia como escolha central para carteiras com foco em infraestrutura de IA, e relatórios do evento citaram respostas positivas de investidores e recalibração de expectativa sobre a capacidade da companhia em monetizar soluções para robótica e direção autônoma. Em conjunto, a plataforma Rubin, o rack NVL72 e os modelos Alpamayo desenham um ecossistema projetado para acelerar adoção comercial em setores que exigem baixa latência e segurança operacional.

image22-png

A disponibilidade comercial foi tratada em termos operacionais: a companhia informou que a produção da linha Rubin já avançou para estágios de alta escala, e que a implementação em soluções embarcadas e em data centers seguirá um cronograma comercial ao longo do ano. Embora o valor não tenha sido revelado, a comunicação pública afirmou cronogramas de entrega e fases de rollout, com expectativa de oferta ao mercado empresarial em prazos previstos pela própria fabricante. No mercado, a leitura imediata é de que a combinação entre ganhos de eficiência e a oferta de uma pilha integrada tende a acelerar projetos-piloto e contratos empresariais, especialmente em setores automotivo e de robótica; analistas financeiros já ajustaram recomendações e estimativas de demanda por sistemas de inferência em nuvem e on-premises, refletindo a percepção de que a Rubin pode reduzir o custo efetivo por token ou por transação em aplicações reais.

Receba as Notícias no Seu Email

Cadastre-se gratuitamente e receba nosso resumo diário das principais notícias.

Ao cadastrar, você concorda em receber emails informativos. Você pode cancelar a qualquer momento.